Audiência pública discute a indústria naval gaúcha

    A Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável, presidida pelo deputado Adilson Troca (PSDB), realizou, na manhã desta quarta (4), audiência pública para apresentar e discutir os resultados do Programa de Estruturação, Investimento e Pesquisa em Gás Natural, Petróleo e Indústria Naval do RS (PGPIN). O Programa é regido pela Lei 13.710/2011, aprovada no Parlamento gaúcho. O proponente da audiência foi o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT).
    A indústria naval brasileira foi retomada a partir de 2003. Para se ter uma ideia do que isso significa, Lindenmeyer comparou o número de trabalhadores nessa atividade, que saltou de 1,9 mil (2002) para 70 mil (2012). E a região do Rio Grande vem crescendo muito em função dessa política industrial. Conforme o parlamentar, ao mesmo tempo que os empreendimentos atraem  investimento para as cidades beneficiadas, é necessário que haja apoio aos municípios para um incremento no atendimento às áreas de saúde, educação e habitação, entre outras.
    Outra preocupação do deputado petista é que esse momento seja apenas um ciclo, e que, daqui há alguns anos, a região volte a ficar empobrecida. “Precisamos de um centro tecnológico que não nos torne refém de uma única cadeia produtiva”, acredita. Lindenmeyer deseja que o Estado tenha um desenvolvimento harmônico e que o PGPIN avance em sua plenitude.
    O diretor da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan de Pellegrin, disse que a indústria oceânica e naval é prioridade estratégica do governo gaúcho em sua política industrial e que o esforço da AGDI é no sentido de que o Estado seja percebido pelos grandes investidores, inclusive internacionais. Para isso, estão sendo feitas adequações tributárias, aceleração do licenciamento ambiental e estudos para atração de novos empreendimentos, bem como formação de mão de obra e capacitação de empresas para que atuem como fornecedoras da Petrobras. “Precisamos ter competitividade”, salientou o diretor.
    Fonte: Jornal Agora

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