Gestum, de Pelotas, é destaque no Valor Econômico

    O post a seguir faz parte da série “Pelotas que dá certo”, que visa trazer informações tanto de empresas sediadas em Pelotas quanto de pessoas nascidas na cidade e que, apesar dos problemas econômicos que a região vivenciou nas últimas décadas, alcançaram sucesso. Para ler todos os posts sobre o assunto, clique aqui.

    Nos últimos meses, a brasileira Gestum, especializada em softwares de ensino a distância, passou por dois movimentos importantes desde sua criação, em 2000. Depois de receber um aporte do fundo de investimento Warehouse, a companhia, com sede em Pelotas (RS), fez sua primeira aquisição e comprou a Taex, do mesmo setor, por R$ 3,5 milhões.

    “Esse é um segmento que vai passar por uma consolidação e queremos ser protagonistas nesse cenário”, disse ao Valor César Braga, executivo-chefe da Gestum. A companhia, que já tem um escritório em São Paulo, vê a aquisição como um passo importante para ampliar sua presença na região.

    Além da Taex, o plano da Gestum é investir R$ 8 milhões na compra de outras duas empresas até o fim do ano. O aporte feito pelo Warehouse para adquirir 20% da companhia é um dos alicerces dessa estratégia, de acordo com Braga. Com o investimento, o fundo tem direito a uma das cinco cadeiras do conselho de administração da companhia.

    No Brasil, a venda de sistemas de ensino a distância ainda está muito concentrada em empresas que usam esse tipo de software para oferecer treinamento aos funcionários. Escolas e universidades representam uma oportunidade importante, mas ainda são marginais em termos de vendas.

    De acordo com Braga, há instituições que apostam em videoaulas, mas não têm sistemas on-line de ensino. “De todo modo, queremos olhar cada vez mais para o meio acadêmico”, afirma.

    A Gestum prevê uma receita de R$ 27 milhões em 2013. Para a companhia, a expectativa é que a venda de sistemas para clientes como O Boticário, Natura e TIM represente boa parte desse faturamento. A companhia tem aproximadamente 70 funcionários divididos entre os escritórios de Pelotas e São Paulo.

    A falta de mão de obra qualificada é um dos fatores que tem dado força ao segmento de softwares de ensino a distância no país, disse Braga. “As empresas acabam tendo de investir na formação de seus funcionários e a maneira menos cara de fazer isso é por meio de treinamentos a distância”, afirmou. Em 2016, a expectativa da companhia é atingir um faturamento de R$ 100 milhões.

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