Projeto do Guanabara no Areal sai do papel

    Anunciado em junho de 2010, o projeto do Grupo Guanabara para o bairro Areal, em Pelotas, está pronto para sair do papel, confirma de Rio Grande, através de ligação telefônica, o diretor Luiz Carlos Carvalho. As obras de um centro comercial, com área total de 12 mil metros quadrados, da qual dois mil serão de vendas, devem começar em fevereiro do próximo ano, com prazo de dois anos para o término. Além de um supermercado de porte médio para a marca Guanabara, serão construídas 20 lojas satélites, com diferentes metragens.

    Localizada entre a avenida Domingos de Almeida e a rua Rafael Pinto Bandeira, em frente à parte do Parque da Baronesa, a área foi permutada com o Grupo Guanabara por Jorge Trentin, o antigo proprietário, e está desocupada desde 2009. No local, funcionou originalmente a Fábrica de Sabão Rocha e depois a Madeireira Rocha, até ser ocupada por uma empresa de construção civil. Para o início das obras, ainda é aguardado o respectivo alvará, dentro de um prazo de 30 dias. A partir dele, será contratada a construção. “A primeira de uma empresa para obra de porte tão grande”, explica Carvalho.

    Os projetos também estão em fase final de aprovação, havendo uma negociação com o Executivo local das contrapartidas para a área, que podem ser uma ciclovia ou uma praça, exemplificou o diretor do Grupo Carvalho. Os acessos para o supermercado e as lojas que funcionarão junto a ele, de acordo com os projetos, serão tanto pela Domingos de Almeida como pela Rafael Pinto Bandeira.

    Conforme Carvalho, as lojas satélites do empreendimento ainda não estão em negociação. Haverá no local 200 vagas em estacionamento coberto, segundo o empresário, que considera promissor o desenvolvimento da Zona Sul – “acima do normal” – o que justificou para o Grupo Guanabara priorizar algumas áreas de negócios, como de supermercados, hotéis e imóveis. Dentro dessa proposta, a concessão da marca Chevrolet em Rio Grande deixou de ser do Grupo Guanabara, passando a pertencer à rede Uvel, como anteriormente ocorreu em Pelotas.

    Chaminé
    Uma das poucas remanescentes das antigas chaminés que marcaram o empreendedorismo industrial pelotense no final do século 19 e do início do 20, a da Fábrica de Sabão Rocha será preservada dentro do projeto do Grupo Guanabara para o centro comercial do bairro Areal. “Será valorizada no hall de entrada”, adianta a arquiteta Vanessa Madruga. Sem danos aparentes, ela mantém sua imponência no terreno, onde os prédios posteriormente construídos começam a ser demolidos.

    Fonte: Jornal Diário Popular

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