Tarso prepara plano de concessões

    Inspirado no governo Dilma Rousseff, o Palácio Piratini trabalha na formulação do plano estadual de concessões para obras de infraestrutura rodoviária, hidroviária e aeroportuária. O pacote funcionará como isca para atrair investidores que possam tirar do papel demandas historicamente represadas, responsáveis por manter o Estado em situação de atraso estrutural, gerando sequelas no desenvolvimento econômico.

    Elaborada pelos secretários João Victor Domingues, da Assessoria Superior do Governador, e João Motta, do Planejamento, a carteira de projetos deverá estar finalizada até o final de outubro, quando investidores ingleses virão a Porto Alegre para aprofundar negociações iniciadas em maio sobre investimentos.

    A quantidade de obras e o volume de recursos que envolvem o pacote ainda estão em análise, mas o principal empreendimento já foi apontado pela equipe do governador Tarso Genro: a construção do aeroporto de Nova Santa Rita. De grande porte, o terminal terá capacidade para receber passageiros e cargas. A previsão é de que ele nasça para suprir as carências do Salgado Filho, que apresenta obstáculos técnicos para a duplicação da sua pista – o que impede o pouso de determinados aviões de carga – e frequentemente fecha por falta de tecnologia. O pacote de obras ofertadas à iniciativa privada incluem a construção da ERS-010 e investimentos em infraestrutura hidroviária. Projetos para a construção de ferrovias estão cotados, mas ainda não há decisão.

    Estudo da Fiergs vai apontar projetos essenciais para o Sul

    O modelo de negócio que será adotado terá dois vértices: Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões públicas. Nas PPPs, o governo entra com um aporte de recursos para ajudar na operação financeira, enquanto o investidor complementa o capital e, depois, obtém lucro com a cobrança de tarifas, como o pedágio. Na concessão, a diferença é que o governo não precisa contribuir com dinheiro vivo.

    O plano do Piratini também será uma resposta à Fiergs, que irá lançar, no dia 5 de novembro, um estudo denominado Sul Competitivo, cujo conteúdo aponta a necessidade de serem aplicados R$ 70 bilhões em 177 projetos que poderão destravar os gargalos estruturais dos três Estados do Sul. 

    Fonte: Carlos Rollsing – Jornal Zero Hora 


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