Ecovix acelera projetos de FPSOs

    A construção de oito plataformas de produção idênticas, chamadas de “replicantes”, previstas para começar a operar no pré-sal da Bacia de Santos entre 2016 e 2018, deverá deslanchar a partir de agora. Na segunda-feira, o primeiro bloco da primeira das oito unidades, pesando cerca de 170 toneladas, foi colocado no dique-seco do Estaleiro Rio Grande (ERG1), na cidade gaúcha homônima. 

    “É um evento importante pois representa a construção do primeiro casco de uma FPSO no Brasil”, diz Daniel Peres, vice-presidente da Engevix Construções Oceânicas (Ecovix), empresa responsável pela execução dos “replicantes”. A FPSO é a sigla em inglês para plataforma que produz, estoca e escoa petróleo.

    O começo da montagem da primeira plataforma no dique-seco do ERG1 foi possível depois que a plataforma P-55 foi retirada do local. No dique, a P-55 passou por uma operação de deck mating, inédita no Brasil. Na operação, o convés da plataforma foi içado a mais de 47 metros e acoplado ao casco da unidade. A P-55 saiu do dique no dia 21 deste mês e, segundo informações de fontes próximas ao consórcio Quip, responsável pela plataforma, a unidade vai ficar ancorada junto ao cais do ERG1 para que seja concluída a integração e sejam feitos testes nos sistemas antes da entrada em produção, prevista para 2013.

    Com a saída da P-55, o dique, uma estrutura de 360 metros de comprimento por 160 metros de largura, foi esvaziado de 642 milhões de litros de água e preparado para receber os blocos da plataforma. A partir de agora será possível montar os “replicantes” em série. A primeira FPSO deve sair do dique em outubro de 2013 e, a contar daí, haverá saídas de plataformas a cada seis meses até a oitava unidade.

    Peres disse que a fabricação dos primeiros blocos no ERG1 começou fora do dique-seco em maio de 2011. “Hoje temos um depósito enorme de blocos.” Segundo ele, a construção das FPSOs exige 288 blocos por unidade, mas o ERG partiu para um processo de produção que considera a união de mais de um bloco, o que resulta em “megablocos”. “Assim, vamos ter 101 megablocos para formar o casco da primeira unidade no dique-seco”, afirma Peres.

    Esse conceito será aplicado a todas as oito unidades. O valor do contrato da Ecovix com a Petrobras para a construção dos oito cascos é de US$ 3,5 bilhões. Para construir os cascos, o estaleiro contratou a engenharia básica com a sueca GVA e acertou consultoria com a coreana Cosco.

    Peres afirma que o cronograma de construção dos cascos está sob controle, mas admite que a obra representa um grande desafio. “O trabalho está dentro do que estava programado”, diz Peres. Ele afirmou que, a partir de 2013, o estaleiro vai usar um novo guindaste, comprado por R$ 240 milhões, com capacidade de elevação de duas mil toneladas. O equipamento vai permitir acelerar o trabalho com os megablocos dentro do dique-seco do Estaleiro Rio Grande.

    Fonte:  Francisco Góes – Jornal Valor Econômico
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