ZH de hoje: terminal de regaseificação pode “fugir” de Rio Grande para Tramandaí

    Projeto para instalar terminal de gás está em discussão na Coreia do Sul
    Dez meses após assinatura de protocolo de intenções para implantar um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Estado, o projeto que pode ajudar a equilibrar a oferta e o consumo de energia ainda não saiu da fase de discussão. Nesta semana, na Coreia do Sul, representantes de governo estadual, Sulgás e Petrobras pretendem avançar nas negociações com Hyundai e Samsung.

    No país asiático, o presidente do Badesul, Marcelo Lopes, terá reuniões para retomar o projeto que poderá triplicar o volume de gás disponível no Rio Grande do Sul. O investimento, estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões, inclui uma fábrica de fertilizantes. Há cinco anos, o Estado sonha com um terminal de regaseificação. Depois de alcançar o solo gaúcho em 2000, o gasoduto Brasil-Bolívia acenou com nova fonte de energia, mas a oferta de gás para os Estados do Sul foi pequena.

    – Os três Estados estão unidos para incluir a produção de gás natural para uso industrial como forma de ampliar a capacidade de atrair investimentos, pois estão esgotados na questão energética – observa Lopes.

    Em fevereiro, um comitê formado por representantes do governo estadual, da Petrobras e das duas empresas multinacionais acertaram que em seis meses seria apresentado o projeto final do complexo. Até agora, no entanto, não há sequer local definido para instalação do terminal de regaseificação. A primeira opção seria Rio Grande, pois os navios que transportam GNL exigem porto com infraestrutura e grande calado.

    Para abastecer indústrias com gás natural e reforçar a geração de eletricidade, o complexo deverá incluir a construção de um gasoduto e de uma usina térmica. Portanto, a distância da região metropolitana de Porto Alegre, cerca de 300 quilômetros, poderá atrapalhar a escolha por Rio Grande. A opção avaliada é Tramandaí, no Litoral Norte.

    – Encurtaríamos o tamanho do gasoduto em 200 quilômetros – disse Lopes, acrescentando que o projeto poderá demorar mais de ano.

    Fonte: Joana Colussi



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