Governo quer fortalecer fornecedores do setor de petróleo, gás e naval com a criação de APLs

    “Melhorar a comunicação entre os municípios impactados, estimular as empresas locais a priorizarem a qualidade e ampliar a mão de obra especializada. Esses são alguns dos desafios do polo naval de Rio Grande apresentados durante o lançamento do Plano de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais para o Setor de Petróleo, Gás e Naval, que reuniu nesta terça-feira (26), em Brasília, gestores do governo federal e dos cinco estados contemplados no projeto, entre eles o Rio Grande do Sul.

    O Plano foi lançado no escopo do Plano Brasil Maior e do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Ele é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Petrobras e vai beneficiar, além do Rio Grande do Sul, os estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Os cinco territórios-precursores do projeto são, especificamente, Rio Grande-São José do Norte (RS), Maragogipe-São Roque (BA), Ipatinga-Vale do Aço (MG), Ipojuca-Suape Global (PE) e Itaboraí-Conleste (RJ).

    Modelo sul-coreano
    Inspirado no modelo sul-coreano, o Rio Grande do Sul pretende adensar ainda mais sua cadeia naval e anuncia que há espaço para pelo menos mais dois estaleiros de grande porte na região. O vice-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento Industrial (AGDI), Aloísio Félix da Nóbrega, lembra que até 2006 o estado não contava com uma indústria offshore desenvolvida, mas um contrato entre a Petrobras e um estaleiro de Rio Grande deu início a esse processo.

    Para o prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer, o Plano de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais para o Setor de Petróleo, Gás e Naval vai ajudar o polo a estar mais preparado para fornecer bens e serviços à cadeia produtiva naval. “Vai tornar a indústria brasileira mais competitiva, seja para fornecermos à Petrobras ou, no curto e médio prazo, globalmente, com geração de trabalho e renda. Nós temos uma empresa-âncora, demanda, recursos naturais e, dentro desse contexto, a articulação entre os APL do país é estratégica”, assinala.

    O evento de lançamento do Plano de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais para o Setor de Petróleo, Gás e Naval contou com a participação da secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes, e do presidente da ABDI, Mauro Borges. Nesse primeiro dia de atividades, o objetivo foi apresentar o projeto e mobilizar atores públicos e privados nos estados. Foram compartilhadas informações sobre ações em curso nas instituições nacionais e estaduais e elaborada uma agenda preliminar de trabalho para o desenvolvimento do projeto.
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