Em visita à P-55, Graça Foster se diz “aliviada” com andamento das obras

    A presidente da Petrobras, Graça Foster, passou a tarde no Estaleiro Rio Grande, no sul do Estado. Mais do que a protocolar visita à plataforma P-55, a passagem foi simbólica: a chefe da empresa foi, na verdade, cobrar a conclusão das obras. Em rápida entrevista no aeroporto de Rio Grande, se disse “aliviada” pelo ritmo encontrado, duas semanas depois de receber um relatório que considerou preocupante. Segundo ela, as curvas de desempenho melhoraram e dentro de três semanas, a gigante de 1,8 mil metros quadrados deverá estar praticamente pronta.

    A ideia é que a plataforma comece a viajar para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos-RJ, antes de junho. Depois de pronta, a P-55 terá capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo por dia.

    A P-55 apresentou problemas para o cumprimento de prazos. O primeiro foi a construção do casco, realizado no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape-PE, que levou quase um ano a mais do que o previsto. Depois, um erro na construção nos nós do deckbox, por uma empresa do Rio de Janeiro, também retardou o processo de mating, a junção do casco com o convés. Assim, a Quip, empresa responsável pela conclusão da obra precisou aumentar o número de contratações, criar programas de incentivo aos trabalhadores e recuperar parte da curva de desempenho.

    — De fato encontrei um grupo muito motivado, com vontade mesmo de trabalhar. Passei por todas as partes da obra e, agora, sim, fico satisfeita — afirmou a presidente.

    Graça disse ainda que é necessário fiscalizar intensamente os momentos derradeiros da construção, subdividindo as equipes em grupos ainda menores, para facilitar a identificação de possíveis atrasos. Mesmo com a demora para o término da obra, descartou que o polo naval gaúcho tenha saído arranhado do problema.

    — Nunca houve ameaça (de interrupção da obra). Tínhamos só uma preocupação de acabar a P-55 e isso está sendo bem encaminhado agora — disse.

    Mais cedo, Graça Foster esteve em Porto Alegre, onde assinou o contrato para a construção de módulos para mais uma plataforma a ser realizado no Estado. A P-74 será feita pela EBR em São José do Norte, na região Sul.

    Fonte: Rafael Divério – Jornal Zero Hora

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