Série “O Rio Grande que dá certo” de Zero Hora destaca Expresso Embaixador, de Pelotas, com o título “De uma charrete para 119 ônibus”

    Quem se movimenta pelas estradas do sul do Estado e vislumbra ou anda nos ônibus do Expresso Embaixador, alguns com direito a internet, café, refrigerante e poltronas extremamente confortáveis não imagina que a história da empresa tenha começado com uma charrete.

    O filho de imigrantes portugueses Manuel Marques da Fonseca Júnior chegou ao Brasil em 1934 e, em Pelotas, no sul do Estado, abriu uma mercearia. Na época, utilizava uma charrete para buscar e levar produtos.

    Encantado mais pelo transporte do que pelo comércio, Manuel vendeu o armazém e comprou um caminhão, em 1947. Foi ampliando a frota e formou uma transportadora, mas o transporte de pessoas veio apenas em 1960, com a compra de uma empresa que tinha linhas intermunicipais na Região Sul. Hoje, a companhia está nas mãos da terceira geração, e os descendentes prestaram atenção nos conselhos do falecido avô:

    – Ele sempre nos dizia: “temos de fazer o que sabemos fazer”. E o que sabemos fazer é transportar – diz o vice-presidente, Fabio Fonseca.

    E a irmã dele, a diretora executiva Paula Fonseca Schlee, já aproveita para engatar o assunto:

    – Por isso, estamos ampliando os negócios para fretamento. Adquirimos oito micro-ônibus e, além de fretes eventuais, também estamos realizando periódicos, como o transporte de alunos para a Universidade Federal de Rio Grande (Furg).

    O foco da empresa, que começou no Sul, permanece na região. Com sede em Pelotas, a Expresso Embaixador tem filiais em Chuí, Santa Vitória do Palmar, Piratini, Canguçu, Rio Grande e Porto Alegre. Conta com uma frota de 119 ônibus, com uma média de três anos e meio de uso.

    Uma das prioridades da empresa, de acordo com Fonseca, é o investimento em pessoas.

    – Custeamos 100% da universidade de funcionários e ainda 50% da dos filhos – afirma Fonseca.

    O investimento com treinamento e saúde dos funcionários é de 4% do faturamento da empresa, que não é divulgado em valor bruto. De 2011 para 2012, houve um aumento de 13,8%. A expectativa para este ano é de crescimento de 8%.

    Perfil
    – Origem: Pelotas
    – Funcionários: 307
    – Ônibus: 119 veículos (roda 9,78 milhões de quilômetros por ano)
    – Três anos e meio é o tempo médio de uso dos ônibus
    – Passageiros: 3,24 milhões por ano
    – 15% a 20% da frota total é renovada por ano
    – 13% a 14% do faturamento é investido em frota
    – A frota inclui ônibus leitos com 26 poltronas (Golden Class), além de modelos com 40 e 44 poltronas, todos com ar-condicionado e toalete

     
    Fonte: Julia Otero – Jornal Zero Hora

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