Tecon Rio Grande projeta conteinerização de novas cargas

    Com a expectativa de produções recordes de grãos e outras commodities, além do congestionamento na maioria dos portos graneleiros, a Wilson Sons Terminais – operadora dos terminais de contêineres de Rio Grande (RS) e Salvador (BA) – está apostando em projetos de conteinerização de novas cargas visando ampliar sua participação no escoamento da produção brasileira.

    De acordo com a companhia, a conteinerização otimiza fluxo de caixa, os embarques são fracionados, existe mais facilidade na logística de distribuição, tem baixo risco de contaminação. Além disso esse tipo de transporte tem a vantagem de ter acesso a mercados alternativos, embarques semanais, e de ter baixo custo em despesas extras.

    Para a Wilson Sons o grande destaque é a soja. “Se há cinco anos o transporte de grãos e farelo nem era cogitado via contêiner, hoje os terminais estão preparados para oferecer soluções competitivas e eficientes para produtores, tradings e armadores”, disse a empresa em nota.

    O Tecon Rio Grande, com forte vocação exportadora, está com o projeto de atração de cargas agrícolas avançado e prevê embarques inéditos de soja nos próximos meses. “Esse ano a expectativa é muito grande, visto que o mercado está aquecido e os portos graneleiros esgotados, com dificuldades de acesso. Podemos colaborar no escoamento desta safra e trabalhamos para oferecer uma solução logística atraente para todos os players”, diz o diretor do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti.
    Mercado asiático 

    O grande mercado da soja produzida no Rio Grande do Sul é o asiático. Atualmente, o terminal possui três serviços semanais para o extremo oriente. A oportunidade está em levar parte da produção gaúcha – estimada em mais de 12 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – até o porto de Rio Grande pelos modais ferroviário ou rodoviário e carregar os grandes navios de contêineres, que costumam voltar vazios. 

    “Também vislumbramos a conteinerização de madeira em grande escala e cavaco de pinus, o que seria uma novidade para Rio Grande, e outras cargas provenientes do Mercosul”, afirma Thierry Rios, diretor Comercial do Tecon Rio Grande. 

    Fonte: Monitor Mercantil
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