Artesãs de Pelotas exportam produtos para França

    Escamas, couro de peixe e redes de pesca transformados em colares, pulseiras, brincos, bolsas, carteiras e necesseries. Nas mãos das dez artesãs “Redeiras”, os materiais descartados pelos habitantes da Colônia de Pescadores São Pedro Z-3, em Pelotas, são obra prima. Orientado pelo Sebrae/RS, o grupo ganha espaço fora do país: os produtos da coleção serão exportados para França.
     
    O planejamento estratégico das “Redeiras” foi executado com o apoio do Sebrae/RS que, desde 2009, auxilia através de consultorias na criação de peças e também na gestão do empreendimento. Atualmente, as artesãs são integrantes do Projeto Estadual de Artesanato Expoart, também desenvolvido pela instituição. Conforme a gestora dos projetos de Artesanato no Sebrae/RS, Vânia Fernandes, “a ideia é preparar grupos de artesãos para produzir e comercializar artesanato de qualidade e com identidade para os turistas que virão ao Brasil no período dos grandes eventos como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas”.

    Capacitação em gestão, oficinas de desenvolvimento de novos produtos e ações de acesso a mercado, assim como a participação em grandes eventos do segmento, fazem parte do plano de ação desenvolvido com as artesãs. Em dezembro de 2012, o grupo participou da Feira Nacional de Artesanato em Belo Horizonte: “Os organizadores do evento trouxeram compradores de vários países para conhecerem o artesanato brasileiro e o interesse pela coleção Redeiras foi imediato”, completa Vânia. As criações originais aliadas à sustentabilidade chamam a atenção e, em breve, estarão em prateleiras de lojas francesas.

    Para o presidente do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch, o desempenho do grupo gaúcho é resultado do trabalho realizado pela entidade junto a estes profissionais. “Atuamos para profissionalizar o que já era feito com qualidade e dedicação pelas artesãs. Nossa tarefa é melhorar a gestão do negócio com vistas à abertura de mercado e, consequentemente, a venda de produtos diferenciados”, relata. Koch destaca que, nacionalmente, o Sebrae quer avançar ainda mais na comercialização de peças artesanais.

    Fonte: Sebrae
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