Energia em Candiota

    Ao contrário do que se poderia supor, o inferno astral de Eike Batista, nada pequeno nestes últimos meses, não arrefeceu o seu apetite por novos investimentos. Têm sido semanais os contatos entre o presidente da MPX (empresa de energia do grupo), Eduardo Karrer, e o governo gaúcho para acertar protocolo de intenções sobre duas térmicas em Candiota. Investimentos de R$ 6,5 bilhões e com capacidade para gerar 1,3 mil megawatts de energia, os projetos receberão benefícios fiscais, no momento em análise na Fazenda, para aquisição de equipamentos. Outros incentivos serão concedidos à mina de Seival, que abastecerá as térmicas, de propriedade da MPX e da Copelmi. O gerente da Secretaria de Infraestrutura, Rui Dick, calcula que os protocolos devem estar assinados em 15 dias.

    Dick também tem se encontrado com a Tractebel, maior geradora privada do país. A companhia tem projeto de outra termelétrica: a Pampa, investimento orçado em R$ 2 bilhões e com capacidade para gerar, a partir de Candiota, mais 340 megawatts. Mas não dispõe de licença prévia para leilão de 29 de agosto. A empresa, que já estava elaborando o Eia-Rima, acelerou o documento com o Ibama e tentará participar do leilão.

    Tudo dependerá, claro, das regras detalhadas do edital para a disputa que a Aneel divulgará, provavelmente na próxima semana.

    Fonte: Maria Isabel Hammes – Informe Econômico – Jornal Zero Hora
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