“Nova economia” no Caminhos da Zona Sul

    Nos próximos dias terá início uma nova seção no blog. Denominada “nova economia”, trará postagens sobre itens que deverão compor a realidade econômica da região nas próximas décadas.Confesso que sempre que ouço que os problemas econômicos da região – sobretudo quando o assunto é Pelotas – são decorrentes da decadência da indústria de conservas ou do fechamento de indústrias de massas, bolachas, carne ou lã fico “com um pé atrás”. Com os atuais níveis de mecanização e automatização industrial, quantas pessoas trabalhariam na Laneira ou na Cotada, se elas ainda estivessem ativas? Outro dia ouvi que “a economia de Pelotas está em uma situação ruim por causa do fim do ciclo do charque”. Ora, o fim do ciclo do charque ocorreu há um século!Mais do que o fim destes ciclos, acredito que o problema foi não ter ocorrido o nascimento de outros. A economia é dinâmica e o mundo é uma estrutura sob constantes mudanças. É possível e provável que, aquilo que era rentável há alguns anos, não seja mais tão relevante hoje. Assim como, o que hoje está “na moda”, saia de cena nas gerações seguintes. O Instagram, uma plataforma virtual de compartilhamento de imagens, com três anos desde a sua criação, foi negociada por mais do que o valor de mercado do clássico jornal norte-americano The New York Times.

    Caxias do Sul foi a cidade gaúcha com mais empresas presentes no ranking “250 pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil”. Postei isto há alguns meses aqui, na série que convencionei chamar de “inveja da Serra”. No entanto, ao contrário do que a ótica tradicional poderia supor, estas empresas não eram dos setores metal e mecânico, tradicionais de lá. Mas sim indústrias químicas e empresas de tecnologia da informação, recentes na matriz produtiva daquela região.

    Acredito que devemos observar com atenção informações sobre novas atividades em desenvolvimento na região. Produção de soja crescente na região (a área plantada em terras baixas do Rio Grande do Sul aumentou de 66 mil hectares na safra 2010/11 para 156 mil ha em 2011/12), viticultura, turismo histórico, novas formas de geração de energia, olivicultura e empresas ligadas a tecnologia (AG2, Gestum, Conrad Caine e Contronic são protagonistas nos setores em que atuam) são algumas das coisas que iremos ouvir falar cada vez mais por aqui. E a seção “nova economia” pretende acompanhar esse movimento.

    Marcelo Nogueira
    Caminhos da Zona Sul




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