Pelotas versus Rio Grande?


    Um tradicional radialista pelotense, de quem admiro muito o trabalho, compartilhou no Facebook um post, daqui do blog, sobre futuros condomínios próximo ao Balneário Cassino, em Rio Grande. Eis que um leitor comentou que, “como pelotense, sou mais Alphaville, Veredas, Serena, esse do Jaime Lerner, e outros mais. E que, se é para divulgarmos condomínios que o façamos com os daqui, afinal, por mais que tentem ‘detonar e só apontar o lado negativo de Pelotas’, ao menos a construção civil por aqui está num bom momento.” 


    Fiquei pensando sobre o assunto. Nasci e tenho residência em Pelotas. No entanto, talvez por ir, desde muito novo, à Rio Grande, sempre achei que essa possível rivalidade Pelotas – Rio Grande tivesse ficado em um passado distante. Na minha infância tive o Balneário Cassino como uma segunda casa, assim como muitos amigos moradores de Pelotas.

    Pra mim, e para muitas outras pessoas, as duas cidades são contínuas e complementares. Na BR-116 próximo ao Centro de Eventos da Fenadoce há um outdoor de um hotel… de Rio Grande. Já na Rua Val Porto, que liga o centro de Rio Grande a Refinaria Riograndense e a QUIP vi outro dia um outdoor de um escritório de arquitetura… de Pelotas. Algumas das empresas que mais faturam em Pelotas, atualmente, vendem serviços ou produtos para empresas de… Rio Grande. Em menor escala, também observo este movimento no sentido contrário.

    Humildemente, gostaria de fazer uma sugestão àqueles que ainda enxergam um “pingo” de competição entre as duas cidades. Esqueçam esta fronteira que um dia houve e tratem tudo como se fosse uma coisa só. Será melhor – e mais rentável, quando o assunto for negócios – para todos.

    Marcelo Karam Nogueira é engenheiro graduado pela UFPel. Desde 2012 edita o Blog Caminhos da Zona Sul. 

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