Câmara de Comércio entrega sugestões para minimizar problemas do lote 4, enquanto não sai a duplicação

    Na tarde da última terça-feira, 3, o presidente da Câmara de Comércio do Rio Grande, Renan Lopes, entregou documento à Prefeitura, Dnit e Ecosul com sugestões para minimizar os problemas no trânsito do lote 4 da BR-392, nos 8,8 quilômetros desde o Porto Novo até o entroncamento rodo-ferroviário no Distrito Industrial, enquanto o trecho não for duplicado. Até sair a licitação e acontecer a obra poderão se passar 3,5 anos e o empresariado local, especialmente os que atuam na área portuária, entendem que alguma coisa precisa ser feita antes disso, tendo em vista que o trânsito de veículos é intenso e os engarrafamentos constantes.

    Na presença do prefeito Alexandre Lindenmeyer, do supervisor da Unidade Pelotas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Vladimir Casa, e do representante da Ecosul, Élio Nogueira, as sugestões entregues foram as seguintes:

    1 – Em todos os trechos possíveis da estrada e principalmente no Trevo, localizado na estrada da Barra, sinalizar e oficializar o uso do acostamento, tendo em vista ele já estar sendo utilizado extraoficialmente;

    2 – Este procedimento deverá minimizar os prejuízos ao trânsito de veículos, mesmo sabendo que continuarão a existir os gargalos, como a Ponte dos Franceses, e alguns trechos onde o acostamento é reduzido;

    3 – Construir e asfaltar a ligação entre a BR-392 e a Valporto, deslocando o fluxo de veículos que vem do porto na direção do Polo Naval. Colocação de sinaleira na frente da Refinaria Riograndense dando preferência de tempo para o fluxo da Valporto;

    4 – Este procedimento deverá proporcionar fluxo contínuo entre a BR-392 e a Valporto no sentido Polo Naval/cidade.

    5 – Construir uma passarela em frente ao Polo Naval.

    O projeto da duplicação

    O supervisor do DNIT, Vladimir Casa, disse que a greve no DNIT acabou por atrapalhar os projetos do órgão, mas garantiu que a duplicação do lote 4 irá acontecer: “A obra está relacionada dentro das prioridades do governo. É para sair logo”.

    Casa entende que ainda há possibilidade da licitação sair em novembro ou dezembro. Já o início da obra deverá acontecer no meio de 2014. “A obra não é só a duplicação. Mexe com outras coisas e ainda tem a ferrovia. Então, a obra pode começar daqui a 1 ano e levará, no mínimo, mais uns dois anos para ser feita. Em outra oportunidade falou-se que a obra duraria até seis anos, mas era uma projeção pessimista e hoje o cenário é bastante positivo. Não tem faltado dinheiro para as obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e a ordem é: toca que tem dinheiro. Portanto, podemos dizer que temos o projeto e a orientação é para ser licitado o mais rápido possível”.

    Vladimir Casa também afirmou que no primeiro semestre de 2015 “vai dar para sair de Rio Grande para Porto Alegre com a pista duplicada”. Sobre o projeto do lote 4 ele disse que é muito complicado duplicar o trecho inicial da BR-392, entre os bairros Getúlio Vargas e Santa Teresa. Por isso, está prevista uma nova pista sobre o Saco da Mangueira, saindo das imediações da Ponte dos Franceses até o final do bairro Santa Teresa, onde hoje encontra-se um campo (ao lado da Quip). A nova pista iria até uma rótula no cruzamento com a BR-392 e com uma nova avenida que será feita na divisa do BGV e o Porto Novo.

    Da Ponte dos Franceses em direção aos Molhes da Barra a avenida Maximiano da Fonseca (antiga avenida Portuária) passará a ter pista dupla e pistas laterais, sendo que no km 3,7, em frente à Bunge, haverá um viaduto. Mais outro viaduto está previsto no km 6, praticamente frente ao Estaleiro Rio Grande, enquanto no km 8,8 (entroncamento rodo-ferroviário) será construído um viaduto de três andares. O térreo para o trem e mais dois níveis que possibilitarão a movimentação dos veículos para qualquer direção.

    Na questão do aterramento em parte do Saco da Mangueira, para construção da pista que levará ao bairro Santa Teresa já é prevista alguma demora devido aos licenciamentos ambientais. “Foram entregues alguns estudos para o Ibama e estamos aguardando uma posição, se está tudo ok ou se vai precisar de mais estudos. Também cabe salientar que as licitações acontecerão pelo Regime Diferenciado de Contratações, criado para as obras da Copa do Mundo e agora utilizado também nas obras do PAC, que são muito mais ágeis”, declarou Casa.

    Fonte: Ique de La Rocha – Assessoria de Imprensa Câmara de Comércio Rio Grande
    ________________________________________________________  
    Curta o Blog no Facebook
    Receba as atualizações do Blog no seu e-mail (newsletter)   




    Comentários