Crise no polo naval do Jacuí não deve afetar polo naval de Rio Grande

    É preocupante o cenário do novo polo naval do Estado — o do Jacuí. A grave situação financeira da Iesa, uma das principais detentoras de contratos com a Petrobras, faz com que o futuro do polo, lançado em agosto de 2012, inquiete o governo, industriais e a comunidade de Charqueadas, onde a obra está parada e já houve demissões. O principal contrato da empresa com a estatal prevê a construção de 24 módulos para as plataformas de petróleo, orçado em cerca de US$ 800 milhões. E, com o acordo, outras empresas, como a Metasa, se dirigiram à região para atuarem como fornecedoras da Iesa.

    Era esperado para ontem o retorno ao trabalho dos cerca de 500 empregados que atuam no canteiro de obras do complexo de montagem de módulos de plataformas de petróleo da Iesa, localizado em Charqueadas. No entanto, isso não ocorreu. Em nota distribuída na semana passada, a empresa afirmou que a diretoria decidiu liberar a equipe (na quinta e sexta-feira) de modo que todos voltassem a trabalhar na segunda-feira com força total.

    Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Jorge Luiz de Carvalho, explicou que o não pagamento de fornecedores, como das áreas de alimentação e de transporte, inviabilizou a continuidade das atividades. Agora, o dirigente alerta que a situação agravou-se, pois também está atrasado o pagamento dos trabalhadores, que deveria ter ocorrido na sexta-feira passada. Entre os funcionários parados estão incluídos empregados da Metasa, que é a contratada da Iesa para realizar a fabricação das estruturas metálicas dos módulos. Esses colaboradores também tiveram que interromper as atividades, pois utilizam o restaurante da Iesa, que está inoperante.

    RISCO PARA RIO GRANDE

    – Empresários e consultores descartam que a crise na Iesa tenha impacto na operação do polo naval de Rio Grande.
    – Na zona sul do RS, a empresa tem fatia de 13% no consórcio Quip, que integra módulos a cascos de plataformas, com três equipamentos já entregues.
    – Caso a situação da Iesa piore e tenha de deixar o consórcio, a hipótese mais provável é que os demais sócios cubram sua participação, uma vez que o negócio em Rio Grande é considerado bastante rentável.

    Fontes: Maria Isabel Hammes, Jefferson Klein (Jornal do Comércio) e Erik Farina (Jornal Zero Hora)
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