Diversas atividades marcam manhã deste dia 12 na Feira do Polo Naval

    A programação da Feira do Polo Naval iniciou na manhã desta quarta-feira (12) com diversas palestras e eventos. Entre os destaques da programação foi realizada a palestra da Mitsubishi que recentemente passou a fazer parte do grupo societário do Estaleiro Rio Grande. A atividade era muito esperada por estudantes, trabalhadores e autoridades pelas expectativas que o negócio gerou no município.

    Palestra Internacional

    A palestra internacional “The Role of Technology in Shipbuilding Processes: The Case of Mitsubishi Heavy Industry (O Papel da Tecnologia nos Processos de Construção Naval: O Caso da Mitsubishi Indústrias Pesadas) teve como palestrante foi o diretor vice-presidente da Mitsubishi Indústrias Pesadas do Brasil, Soichiro Inoue.

    Soichiro abordou a expertise da empresa japonesa, e apresentou o processo de manufatura de um navio, desde o projeto até a entrega. O executivo destacou que geralmente são embarcações costumizadas conforme o pedido, e demonstrou as etapas de construção, incluindo a modelagem das placas que darão sustentação e forma à embarcação e a montagem, tanto da parte estrutural quanto da operacional.

    Painel

    O avanço da indústria naval no Brasil, especialmente em Rio Grande e Metade Sul tem colocado uma série de desafios para as empresas e o governo. Resumindo esse foi o principal tema do Painel: Desafios Tecnológicos na Implantação de Polos Navais no Brasil – Tendências e Perspectivas. O painelista da Estaleiros do Brasil Ltda (EBR) Luiz Felipe Camargo, empresa especializada em construções de offshore anunciou para o auditório que em abril o Pancakes, que é uma base de aço para construção do aço estará pronto. Ele sinalizou a dificuldade que a empresa está tendo em razão da crise de energia que não é somente no Rio Grande do Sul, atinge em vários estados brasileiros.

    Ele ainda acrescentou que o baixo fornecimento de energia afeta na produtividade. Outra preocupação que levou ao público presente é a falta de voos regulares em Rio Grande que gera um impacto negativo na rapidez de deslocamento e do déficit de moradia para acomodar os três mil trabalhadores, onde 50% são da região e outros 50%, que muitas vezes são fora do Estado. Na vez do painelista Alexandre Canhetti, diretor de Engenharia da Engevix/ECOVIX, afirmou que a indústria naval e ofshore já estão consolidadas e citou números: até o ano de 2020, 74 petroleiras, 235 navios retrocadores, 62 unidades petroleiras, 68 produções que chamam de replicantes estarão construídas.

    Fonte: Assessoria
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