Escoamento da safra: Rio Grande investe em estruturas para granéis

    As perspectivas de crescimento da safra gaúcha fazem com que o porto do Rio Grande pense no futuro e nas ações que serão necessárias para movimentar um volume cada vez maior de cargas. Conforme o superintendente da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg), Dirceu Lopes, atualmente, são cinco berços destinados ao transporte de grãos. Contudo, já foi solicitada a permissão para a construção de mais dois cais pelas empresas Bianchini e Termasa. As informações são do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, em sua edição de hoje.

    “Isso nos dará condição de operar com sete navios simultaneamente”, enfatiza o dirigente. Lopes projeta que os empreendimentos devem ser concluídos até 2017 e argumenta que o porto está acompanhando a expansão da produção no campo. O superintendente ressalta ainda que a Tergrasa está construído um armazém com capacidade para 150 mil toneladas, que operará, entre outros produtos, com arroz.

    Enquanto os complexos não ficam prontos, o porto utiliza o planejamento para tentar escoar, da melhor maneira possível, a safra gaúcha, fundamentalmente no que diz respeito ao seu principal destaque: a soja. Para este ano, adianta Lopes, a perspectiva é de que sejam movimentadas, em Rio Grande, aproximadamente 9,5 milhões de toneladas da oleaginosa. Em 2013, foram transportadas em torno de 8,2 milhões de toneladas.

    O superintendente ressalta que o porto aperfeiçoou o monitoramento e o agendamento da chegada do grão no porto. “Hoje, 95% dos caminhões vêm para Rio Grande com horário pré-determinado.” O dirigente acrescenta que essa prática dá condições aos caminhoneiros de planejarem outras viagens e otimiza o tempo deles. Além disso, dilui o fluxo de veículos no município. Outra vantagem para este ano são as novas áreas de estacionamento. Em 2013, eram nove pátios e serão disponibilizados, para 2014, mais três ou quatro, dependendo da necessidade.

    “Temos certeza que, com os terminais especializados em grãos, do portão para dentro, não haverá problema, tanto na questão da armazenagem quanto da expedição”, afirma Lopes. Porém, o superintendente não descarta a possibilidade de “gargalos” até a chegada ao porto, com a formação de filas de caminhões.

    Quanto a outro produto, a celulose, o superintendente revela que já foi definida a área que será destinada à implantação do terminal que servirá para escoar a produção da fábrica da CMPC Celulose Riograndense. O complexo será construído no cais Norte, do Porto Novo do Rio Grande.

    Fonte: Jefferson Klein – Jornal do Comércio
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