Agenda 2020 discute os Desafios da Campanha

    Na noite de terça-feira, dia 15, integrantes da Agenda 2020 estiveram em Bagé para apresentar o movimento e ouvir o público presente sobre a realidade da Região da Campanha, em especial Bagé, nos mais diferentes seguimentos, como educação, saúde, agronegócio, entre outros.

    O presidente da Associação e Sindicato Rural de Bagé, Rodrigo Borba Moglia, fez às honras da casa e logo passou a palavra para o presidente do conselho superior da Agenda, Humberto César Busnello.

    Busnello, que é empresário, falou sobre o Polo RS – Agência de Desenvolvimento e da Agenda 2020. O presidente explicou que o Polo RS é uma organização não-governamental privada, sem fins lucrativos, criada em dezembro de 1995, com a missão de impulsionar o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, e a Agenda 2020 é mantida pelo Polo, bem como, por outras empresas e entidades associadas, como Farsul, Sebrae, Ipiranga, Gerdau, Federasul, Fiergs, entre outras.

    Na sequência, o diretor executivo da Agenda, Ronald Krummenauer, mostrou ao público presente, basicamente formado por empresários do comércio e da indústria, dados quantitativos da região, como, por exemplo, a renda per capita do trabalhador da Campanha, que recebe apenas R$ 685, enquanto a média do Estado gira em torno de R$ 959.

    Além disso, Krummenauer ressaltou por diversas vezes os problemas na educação, que na avaliação do movimento, é, junto com saúde e Meio Ambiente, base para o desenvolvimento de um Estado melhor. “A qualidade do ensino deixou de ser discutida no nosso Estado e perdemos a condição de referência em educação no Brasil, e a consequência é esta: as séries finais (Ensino Fundamental) caíram de 9º para 11º lugar, e o Ensino Médio, de 4º para 9º, conforme avaliação de 2011 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas – INEP sobre a Rede Estadual de Ensino”, afirmou o diretor, que disse, ainda, que a Rede Privada, “ao contrário do que se pensa”, também perdeu posições de 2009 para 2011.


    Ronald mostrou também a eficiência do gasto público. “O Brasil investe 5,4% do Produto Interno Bruto – PIB em educação, enquanto países como a China, 3,0%. Mesmo assim, a China está em 3º lugar no Ranking do Desempenho dos Países avaliados na Educação, no ano de 2012, conforme dados do Programme for International Student Assessment – PISA, e o Brasil, em 55º; isso no quesito leitura”, abordou.

    Após suas colocações, o diretor executivo, convidou os presentes a se pronunciarem. Muitos foram os que se manifestaram, entre eles, o presidente da Associação e Sindicato Rural, Rodrigo Moglia, que parabenizou os integrantes pela iniciativa, que conforme disse ele, é baseada em diagnósticos já realizados, e estratégias de longo prazo, que propõem políticas de Estado, independente de quem esteja no Governo.

    Ao final do evento, Ronald convidou a todos para um grande encontro, que vai acontecer no dia 29 de maio, na Fiergs, em Porto Alegre. “Será uma espécie de balanço do movimento, mostrando o que avançou e o que pode avançar ainda mais”, finalizou.
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