Graça Foster garante que contratos que estão em Rio Grande serão mantidos

    Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande (Stimmmerg) e autoridades do Rio Grande e de São José do Norte participaram, na última semana, de uma reunião com a presidente da Petrobras, Graça Foster.

    Os contratos já firmados com a Petrobras e que serão construídos na região referem-se à plataforma P-74, pelo estaleiro EBR, em São José do Norte, mais seis cascos e quatro sondas pela Ecovix, e as plataformas P-75 e P-77 pela QGI.

    A reunião foi realizada no Rio de Janeiro e, de acordo com  o presidente do Stimmmerg, Benito Gonçalves, teve o objetivo de pedir uma definição da presidente da Petrobras em relação à situação do Polo Naval do Rio Grande. “O que ela nos disse foi bom e ao mesmo tempo preocupante”, informou Gonçalves por telefone.

    Segundo o presidente do Sindicato, Graça Foster garantiu que os contratos que estão em Rio Grande serão mantidos, mas ao mesmo tempo não tem como definir a data de uma nova licitação antes que acabe a Operação Lava Jato, que investiga um esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    Entre os detidos na operação está o vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada. Ele tinha presença frequente em Rio Grande, onde a empresa atua na construção naval.

    O grande problema da Petrobras são as denúncias de corrupção na empresa. Por causa disso, o balanço do último trimestre de 2014 ainda não foi aprovado pela auditoria externa e os valores desviados certamente terão reflexo nesse trabalho. Enquanto isso, Graça Foster fica “de mãos amarradas”, impossibilitada de liberar novos recursos para as empresas do Polo Naval, especialmente aquelas ligadas às pessoas denunciadas no esquema de corrupção pela operação Lava Jato.

    Benito Gonçalves disse que na reunião Graça Foster admitiu a existência de corrupção, conforme investigação da Polícia Federal. “Ela (Graça Foster) acredita que a única saída para as empresas será a retirada das pessoas envolvidas no esquema”, afirmou Gonçalves.

    Ainda de acordo com o presidente do sindicato, Foster sugeriu que o os represententas do sindicato e as autoridades que estiveram na reunião busquem apoio diretamente junto ao Governo Federal. Benito Gonçalves revelou que o próximo passo será a solicitação de uma audiência com o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, quando será pedido apoio político, “para que não faltem recursos no Polo Naval”, destacou

    Férias coletivas

    Em relação às férias coletivas (a partir de 22 de dezembro), que foram decretadas pela Engevix, conforme já havia sido divulgado pelo sindicato, na última semana, e em relação às demissões que ocorreram após a saída do casco da plataforma P-66, o presidente do sindicato disse que Graça Foster afirmou que é um processo normal. “Como já disse, essas demissões e as férias coletivas é um porcesso normal desse setor”, finalizou o presidente do sindicato.

    Através de uma nota encaminhada por e-mail no final da tarde de sexta-feira (12), a assessoria da Engevix informou:  “a construção das plataformas do tipo FPSOs segue etapas que exigem um número maior ou menor de funcionários, e as movimentações de pessoal estão ligadas a essas etapas. A empresa esclarece que não há, portanto, demissão em massa no Estaleiro e as férias coletivas são normais. A Ecovix acaba de concluir o processo de integração dos módulos da P-66 e entregar a primeira plataforma. Os cascos da P-67 e P-69 já estão no dique. A P-68 deve chegar ao Brasil, da Ásia, no início de 2015. Os cascos seguintes entrarão no dique seco com um intervalo de cerca de seis meses entre cada um deles”.




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