Plantio do arroz no Estado está prestes a ser concluído

    A conclusão do plantio do arroz no Estado está próxima, faltando poucas áreas a serem finalizadas. Segundo informações da Emater, de maneira geral, a germinação tem se realizado sem maiores problemas; nas lavouras mais adiantadas, o desenvolvimento é considerado dentro da normalidade e apresenta bom padrão. 

    A irrigação, que, de agora em diante, começa a se intensificar, também ocorre sem transtornos devido à boa quantidade armazenada nas barragens e ao nível normal de rios e arroios. Até o momento, não há informações sobre ataques mais intensos de pragas e moléstias; os produtores aproveitam a época para aplicar adubos nitrogenados em cobertura, tentando garantir uma boa produção futura. Devido aos problemas com o excesso de chuva em outubro, que prejudicou a evolução normal do plantio, a atual safra está em defasagem se comparada com a do ano passado.

    A maior parte das áreas de milho semeadas no período inicial de plantio está na fase de enchimento de grãos. Nestas, dependendo da região, já é possível perceber algum prejuízo para uma evolução normal das plantas, basicamente em função de dias seguidos sem ocorrência de precipitações mais expressivas e com temperaturas elevadas. Esta situação é visível em áreas com solo mais raso. É consenso entre os técnicos que as condições meteorológicas das próximas semanas serão decisivas para a garantia de uma boa produção. 

    As lavouras plantadas com soja avançaram, chegando a 85% da área prevista, situando-se praticamente dentro da média dos últimos anos. Como as chuvas da última semana foram esparsas e de volume muito variado – alguns municípios sequer registraram a ocorrência em algumas localidades –, o plantio foi praticamente paralisado, aguardando-se por melhores condições de umidade no solo. No momento, seriam necessárias precipitações com intensidade considerável para uma retomada mais efetiva do plantio. 

    Nas lavouras implantadas há mais tempo, a evolução das mesmas ainda é considerada boa. Nas últimas, há dúvidas sobre a boa formação de plantas. Nesse sentido, algumas áreas tiveram que passar por replantio devido à má germinação causada pela deficiência hídrica. Todavia, essa situação tem ocorrido em casos pontuais, não impactando a cultura como um todo.

    A inconstância climática no Estado nesses últimos períodos, com irregularidades nas precipitações e com baixos volumes em boa parte das regiões, preocupa os produtores de feijão. As lavouras estão sofrendo os efeitos do calor intenso, o que compromete o potencial produtivo, tendendo a um menor rendimento por área. 

    A cultura desenvolveu-se bem inicialmente e, agora, na fase principal de reprodução, a formação de vagens e grãos está reduzindo. A cultura se aproxima do final de plantio, especialmente na região dos Campos de Cima da Serra, a última a sistematizar a lavoura dessa leguminosa no Rio Grande do Sul. A exceção, até o momento, ocorre nesta região, onde a lavoura instalada se apresenta com boa germinação e bom desenvolvimento das plantas, e os produtores continuam fazendo adubação nitrogenada de cobertura.




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