Futuro das plataformas P-75 e P-77 ainda é incerto

    Desde que foi deflagrada pela Polícia Federal a operação Lava Jato, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo a Petrobras, o futuro das empresas do setor segue indefinido. A operação foi iniciada em março de 2014, e desde então investiga grandes empreiteiras suspeitas de pagarem propina para executivos da Petrobras e para outros agentes públicos.

    Em razão da indefinição do futuro dos contratos da estatal, foi realizada no Município, no último dia 12, uma mobilização pelos trabalhadores do setor naval. No manifesto, a categoria cobrava uma resposta da Petrobras sobre o futuros dos contratos com as empresas localizadas no Município, entre eles os das plataformas P-75 e P-77, os quais o consórcio, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Iesa (QGI Brasil), é o responsável.

    De acordo com uma fonte ligada do setor da construção oceânica, no dia 6 de fevereiro o consórcio QGI Brasil enviou uma carta a Petrobras, a qual dizia que a empresa estaria ‘desistindo’ de construir as plataformas P-75 e P-77. O motivo seria a falta de recursos para realizar as obras. Um dos objetivos da carta era que a Petrobras convocasse a empresa QGI Brasil para uma possível discussão sobre o futuro dos contratos e assim realizar um acordo para que as obras se mantivessem no Município.

    Ainda conforme a fonte, a Petrobras não manifestou-se sobre a aceitação ou não da carta e nem pronunciou-se sobre o futuro das plataformas P-75 e P-77, se elas serão construídas em Rio Grande, no País ou fora dele ou ainda se não serão construídas. Segundo a fonte, o consórcio QGI Brasil tem a intenção de realizar a construção das plataformas, entretanto, sem o repasse dos recursos, a obra torna-se inviável. Procurada pela redação do jornal Agora, a direção do consórcio QGI Brasil não quis manifestar-se sobre o assunto.

    Fonte: Aline Rodrigues – Jornal Agora




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