Mobilização em defesa do Polo Naval reúne trabalhadores

    Desde a madrugada desta quinta-feira (12), lideranças sindicais mobilizaram-se em função da paralisação liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte (Stimmmerg). O motivo da manifestação foi a falta de resposta da Petrobras quanto aos projetos do setor para Rio Grande. Durante a manhã de ontem, diversos pontos da cidade foram interrompidos pelos manifestantes. Os ônibus do transporte coletivo não circularam durante boa parte do dia, voltando a circular por volta das 15h30min.   

    O serviço de travessia entre Rio Grande e São José do Norte não funcionou desde as primeiras horas da manhã, porém, aqueles que precisaram vir para o Município por questões de saúde, serviços de urgência e emergência, tiveram uma lancha liberada para realizar o serviço. 

    No centro da cidade, a maioria dos lojistas, após pedido das lideranças sindicais, fecharam as portas e aderiram à mobilização.

    Durante a mobilização de ontem, o Stimmmerg recebeu uma notificação da justiça que proibia a interrupção da BR-392, porém o sindicato realizou a interrupção das vias em determinados períodos, mesmo com a ordem judicial. O grande ato da manifestação ocorreu às 17h, na Praça Dr. Pio, onde centenas de pessoas estiveram presentes.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte (Stimmmerg), Benito Gonçalves, salientou que o Polo Naval é de todos e é de extrema importância para a cidade. Ele mostrou-se emocionado pela quantidade de pessoas que aderiu ao protesto, tornando a classe trabalhadora ainda mais forte. “A nossa manifestação é um grito de liberdade. É um pedido de socorro. Hoje conseguimos reunir movimentos sindicais do Brasil inteiro. O Brasil inteiro viu o que está acontecendo aqui. Precisamos de alguém que nos fale quando vão começar as obras de novo. Não podemos deixar vender a Petrobras, quem não ‘presta’ são os que estão lá dentro, não a empresa. A Petrobras é a única que tem obras aqui e ela tem que voltar a ser nossa”, destacou.

    Gonçalves contou que o ato já mostrou resultado. “Recebi um documento da assessoria da prefeitura, que foi mandado pela assessoria da presidente, chamando uma comissão para um dia depois do Carnaval irmos até a Petrobras, para termos uma reunião com o novo presidente. Várias comissões vão sair daqui para ir até Brasília”, ressaltou.

    Ele contou que todos que participaram da mobilização estão de parabéns, pois o ato, segundo ele, teve resultado positivo. “Não é um protesto, é um pedido de socorro pacífico. Não houve agressão, não houve uma porta quebrada. Se a Petrobras não cumprir essa data, nós não vamos parar um dia, vamos parar uma semana”, comentou.

    O presidente do Stimmmerg acrescentou que a finalidade da manifestação foi chamar a atenção do País para a situação dos trabalhadores da indústria naval do Rio Grande. “Não foi o sindicato sozinho que fez essa mobilização. A nossa finalidade foi chamar a atenção do País inteiro. A Petrobras é nossa. Só queremos uma resposta”, acrescentou.

    Durante o ato na Praça Dr. Pio, várias lideranças sindicais expuseram a situação da Petrobras e destacaram que a empresa não pode ser vendida e nem leiloada, que aqueles que praticaram corrupção devem ser punidos, entretanto, a Petrobras e a classe trabalhadora não podem pagar o preço. 

    No encerramento da paralisação, Benito Gonçalves solicitou que a população dê mais um voto de confiança às lideranças políticas do Município, que comprometeram-se em colaborar com a luta.

    Fonte: Aline Rodrigues – Jornal Agora. Fotografia: Fabio Dutra – Jornal Agora

     




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