GOVERNADOR VISITA USINA TERMELÉTRICA A BIOGÁS DE ATERRO SANITÁRIO

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    UMA SIMILAR ESTÁ EM FASE DE LICENCIAMENTO EM PELOTAS

    O governador José Ivo Sartori conheceu, na manhã desta terça-feira (2), as instalações da primeira usina de geração de energia a partir do gás de aterro sanitário do Rio Grande do Sul, localizada em Minas do Leão (BR-290, Km 181). Sartori comemorou o sucesso do empreendimento privado e afirmou que “não faltarão esforços para atrair investimentos ao Estado”.
    Ele ressaltou que a solução de tecnologia avançada vai extrair energia do lixo. “É uma caminhada positiva, até porque os municípios vão ter que se adaptar aos projetos existentes na área, necessários e obrigatórios para todos. E que vão melhorar a qualidade de vida e distribuir energia verde”, avaliou.
    O investimento da Biotérmica é de R$ 30 milhões e foi desenvolvido na Mina do Recreio, que recebe diariamente 3,5 mil toneladas de resíduo urbano (2 mil toneladas de Porto Alegre e o restante, de outros 130 municípios). O empreendimento do Grupo Solví e Copelmi Mineração, que está pronto para iniciar as operações, tem potência instalada de 8,55 MW e, a pleno funcionamento, chegará a 15 MW, o que equivale à produção de energia suficiente para atender à demanda de uma cidade de 200 mil habitantes.
    O presidente da Solvi Infraestrutura, Lucas Radel, disse que a empresa possui quatro aterros em operação no Estado (Minas do Leão, São Leopoldo, Santa Maria e Giruá) e mais três em licenciamento (Viamão, Vitor Gräeff e Pelotas). “Com estes sete aterros e mais alguns que estão instalados, o Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a atender às exigências da Política de Resíduos Sólidos, tratando de forma adequada todos os seus resíduos”, afirmou Radel.
    Além do governador, também visitaram a biotérmica os prefeitos de Minas do Leão, Silvia Maria Lasek Nunes, e de Porto Alegre, José Fortunati.

    Energia Verde
    A termelétrica vai gerar energia limpa a partir do resíduo urbano (lixo doméstico) depositado no aterro sanitário de Minas do Leão da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). A usina utiliza o metano proveniente da decomposição dos resíduos que, em vez de ser queimado e lançado na atmosfera, é aproveitado para produção de energia. O processo reduz a emissão de CO2 em 170 mil toneladas por ano, contribuindo para a redução de gases do efeito estufa.

    O aterro sanitário onde o gás é captado foi um dos primeiros do Brasil a obter crédito de carbono e o primeiro no mundo a incluir a termelétrica no projeto de crédito de carbono, originalmente com queima de metano em flare, ou seja, por meio de chama instável.




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