VENTO A FAVOR PARA O PORTO DE PELOTAS

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    A visita ao Porto de Pelotas, esta semana, do diretor da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Adalberto Tokarski (na cabeceira da mesa), se tornou um balizador definitivo entre o que foi até hoje o porto pelotense e o que ele será daqui para frente. Após a nova legislação dos portos, que data de 2013, uma série de opções foram disponibilizadas aos agentes portuários. No caso específico do nosso, a agência já expediu autorização – resolução 4.212 de 30 de junho de 2015 – que prevê o uso temporário pela CMPC Celulose Riograndense Ltda, através de contrato de PPP (Parceria Público Privada).

    Hoje o Porto de Pelotas, segundo o chefe da divisão Cláudio Oliveira, movimenta anualmente cerca de 400 mil toneladas com o embarque de clínquer, insumos para fertilizantes e arroz. Com a atuação da CMPC a movimentação passará, já em fevereiro de 2016, para possíveis 1,6 milhão de toneladas. E pode superar a marca de dois milhões de toneladas se confirmados os embarques de arroz, por parte de uma multinacional do setor, que já contatou Oliveira. Mas tem mais: tirando as questões que envolvem as cargas, são estimados a geração de cerca de 800 novos empregos diretos e melhorias no acesso ao porto.

    O ‘porto’ voltou a ser o meio mais atraente – em todos os sentidos – para se escoar produção e o governo já se deu conta disso. O Ministério do Planejamento comunicou recentemente que a nova etapa do Programa de Investimento em Logística prevê R$ 37,4 bilhões de investimentos em portos. Serão 50 novos arrendamentos (R$ 11,9 bilhões), 63 novas autorizações para Terminais de Uso Privado (R$ 14,7 bilhões) e renovações antecipadas de arrendamentos (R$ 10,8 bilhões).




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