DESEMPENHO DA INDÚSTRIA DO RS VOLTA A CRESCER APÓS QUATRO MESES DE QUEDA MAS NÃO RECUPERA PERDAS

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    O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), aumentou 1,2% em fevereiro, em relação a janeiro, considerando os ajustes sazonais. Foi o primeiro crescimento desde outubro de 2015, puxado especialmente pelo indicador de compras industriais, que registrou uma elevação de 4,6%, e pela Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que subiu 2,4%, o maior nível desde março do ano passado, e atingiu 79,8%.
    “O desempenho positivo ocorre por conta da baixa base de comparação, depreciada pela crise prolongada, pelo efeito do calendário, que aumentou o número de dias úteis, e pelo ajuste nos estoques”, alerta o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. Seguindo a mesma tendência das compras e da UCI em fevereiro, o faturamento real das empresas se expandiu 1,5%.
    Por sua vez, os indicadores de mercado de trabalho continuaram negativos. A diminuição de 0,3% no emprego foi a 13ª seguida e a massa salarial registrou recuo de 0,7%. “A melhora, sem recuperar perdas acumuladas, deve ser entendida como pontual, um ajuste após meses de contração, e não como retomada. A demanda doméstica fraca em consumo e investimentos e sem perspectiva de reversão mantém os prognósticos negativos para o setor em 2016”, prevê Müller.
    Se o resultado for comparado ao mesmo mês do ano passado, e apesar de 2016 ter um dia útil a mais em fevereiro, o IDI-RS apresenta um forte recuo, de 4,6%, fechando 24 meses consecutivos de queda.
    ACUMULADO – O IDI-RS caiu 7% no acumulado dos dois primeiros meses de 2016, sobre o mesmo período de 2015. Dos 17 setores pesquisados, 15 registraram perdas. Os impactos negativos mais importantes para a indústria gaúcha vieram de Veículos automotores (-17,5%), Máquinas e equipamentos (-15,7%) e Produtos de metal (-12,1%). Nessa mesma base de comparação, com exceção da UCI, que permaneceu estável, os demais indicadores desabaram: faturamento real (-8,1%), horas trabalhadas na produção (-9%) e compras industriais (-8,5%). O emprego encolheu 9,4% e a massa salarial real, 10,1%.



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