PERDAS EM LAVOURAS DEVEM SER COMUNICADAS IMEDIATAMENTE

    emergenciaOs produtores devem procurar imediatamente as agências bancárias para comunicar as perdas nas lavouras e solicitar os seguros agrícolas em função das chuvas na região. Em hipótese alguma, devem deixar as dívidas vencerem. As informações foram prestadas ontem, durante a reunião promovida pela Secretaria Estadual de Agricultura com os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e participação de representantes das principais instituições financeiras que atendem o setor primário.

    Durante a reunião, o gerente regional da Emater , Ronaldo Maciel apresentou o quadro de perdas em lavouras e culturas na Zona Sul, onde se constata o aumento crescente de prejuízos, já ultrapassando os R$ 500milhões , o que forçará mais prefeituras a ingressarem com a decretação de emergência e, em alguns casos, como Arroio Grande e Santa Vitória do Palmar, com o decreto de calamidade pública. Maciel também enfatizou que a Emater vai buscar agilizar ainda mais a emissão de laudos de perdas e que vem intensificando os trabalhos de equipes nas 18 localidades da Zona Sul mais atingidas.

    Ao intermediar as negociações com as instituições financeiras, o secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo,  anunciou a prorrogação dos prazos da vacinação contra a febre aftosa para o dia 15 de junho, como resposta a um dos pleitos solicitados na reunião da semana passada em Pelotas. Ele também voltou a destacar que a sua pasta estará empenhada nos diálogos com a Defesa Civil Estadual para a imediata homologação dos decretos de emergência e que está articulando agenda com o governado do Estado, José Ivo Sartori, para tratar sobre recursos que auxiliem na recuperação de estradas.

    O presidente da Azonasul, Rui Brizolara, avaliou positivamente o encontro e revelou acreditar que os recursos utilizados de financiamento possam ser ainda mais alongados. “ Também encaminharemos os pleitos  ao Ministério da Agricultura para novas providências. De qualquer forma, voltamos para as nossas localidades com um orientação confiável aos produtores”, disse.  Brizolara ainda voltou a lembrar dos problemas a serem enfrentados junto às empresas que compraram as produções antecipadamente e não receberão o produto, uma vez que a maioria do que se consegue colher de soja nas lavouras apresenta vagens e grãos danificados.




    Comentários