ÍNDICE MOSTRA QUE INDUSTRIAL GAÚCHO RETOMA OTIMISMO APÓS 29 MESES

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    Icei-RS alcança 52,7 pontos em agosto, na quarta alta consecutiva, e passa pela primeira vez a fronteira dos 50 pontos, saindo de terreno pessimista

    ¿Este resultado é apenas um reflexo do choque de confiança que começa a se estabelecer na economia brasileira, iniciado em maio, e que se consolida à medida que aumenta a percepção de que a nova equipe econômica conseguirá implementar as medidas necessárias para o ajuste fiscal¿, observa o presidente da Fiergs, Heitor José Müller. Em julho, aos 50,2 pontos, o índice se mostrava neutro.

    O Icei-RS é elaborado mensalmente, sendo consultadas empresas do Estado. É baseado em quatro questões: duas referentes às condições atuais e duas referentes às expectativas para os próximos seis meses com relação à economia brasileira e à própria empresa. Varia de zero a cem — acima de 50, mostra otimismo, e abaixo, pessimismo. Neste mês, foram ouvidas 244 empresas, sendo 54 pequenas, 90 médias e cem grandes, entre 1º e 11 de agosto.

    Segundo Müller, as razões para o retorno da confiança são as perspectivas de que, ao término do impasse político, ocorram ajustes econômicos, além de uma solução para a crise fiscal e de avanços nas reformas estruturais. ¿A recuperação da confiança é fundamental para que o setor volte a investir e a crescer. Entretanto, a sustentação desse processo está condicionada à concretização dessas expectativas pelo governo, diz.

    Entre julho e agosto, o Índice de Condições Atuais subiu 2,6 pontos, atingindo 44,6 pontos, sinalizando diminuição na intensidade da piora. A avaliação da economia brasileira pelos empresários gaúchos ouvidos avançou 2,1 pontos em relação a julho, chegando a 40,9 pontos, e a que analisa as condições das empresas subiu de 43,6 para 46,4 pontos.

    Com relação às perspectivas para o futuro, os industriais mostram um otimismo que não se via desde maio de 2013 (57,7 pontos). O Índice de Expectativas para os próximos seis meses chegou a 56,9 pontos no mês de agosto, 2,4 acima de julho, acumulando alta de 13,9 pontos em quatro meses. Para a economia brasileira, o índice que mede as expectativas chegou a 51,5 pontos. A última vez que superou a marca dos 50 foi em junho de 2013 (50,6). Já o índice de expectativas com relação às empresas cresceu de 57,8 para 60 pontos entre julho e agosto, o maior valor em 35 meses.




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