REATIVAÇÃO DO TERMINAL SANTA CLARA FORTALECE MODAL HIDROVIÁRIO

    TRIUNFO, RS, BRASIL 27.09.2016: A parceria entre as empresas Wilson Sons (operadora de serviços portuários proprietária do Tecon Rio Grande) e a Braskem reativou a movimentação de contêineres do Terminal Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo, parada desde 2009. O empreendimento chamado Contêineres Terminal Santa Clara (Contesc) renasce com capacidade de movimentação de carga de 100 mil TEUS, o equivalente a 15% do volume deste tipo de carga movimentado no Tecon. O ato, que contou com a presença do governador José Ivo Sartori, ocorreu na manhã desta terça-feira (27) no terminal. A reativação do Contesc marcou a retomada do transporte de contêineres pelo Rio Jacuí entre o Polo Petroquímico, em Triunfo, e o Porto de Rio Grande. Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini

    Sartori participou da cerimônia de reativação do terminal e ressaltou a “prova de confiança” na economia do Rio Grande do Sul que essa parceria representa – Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini

    A parceria entre as empresas Wilson Sons (operadora de serviços portuários proprietária do Tecon Rio Grande) e a Braskem reativou a movimentação de contêineres do Terminal Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo, parada desde 2009. O empreendimento chamado Contêineres Terminal Santa Clara (Contesc) renasce com capacidade de movimentação de carga de 100 mil TEUS, o equivalente a 15% do volume deste tipo de carga movimentado no Tecon.

    O ato ocorreu na terça-feira (27) no terminal. A reativação do Contesc marcou a retomada do transporte de contêineres pelo Rio Jacuí entre o Polo Petroquímico, em Triunfo, e o Porto de Rio Grande. A intenção é reduzir custos de logística e a circulação de caminhões nas estradas gaúchas.

    O governador José Ivo Sartori ressaltou que essa parceria representa uma “prova de confiança” na economia do Rio Grande do Sul. “Mesmo em um cenário de dificuldades, estamos atraindo investimentos que geram emprego e renda”, afirmou. Sartori enfatizou ainda que as parcerias público-privadas ajudam a impulsionar a economia e a retomada do desenvolvimento.

    Para o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, desde o primeiro dia de governo a orientação foi potencializar o modal hidroviário. “Este é um momento histórico em que a iniciativa privada investe porque acreditou na gestão”, avaliou.

    O presidente do Grupo Wilson Sons, Cezar Baião, destacou que as operações no RS representam 20% do faturamento do grupo, que emprega mais de mil colaboradores diretos, com investimentos na ordem de R$ 600 milhões. O diretor industrial da Braskem, Nelzo Luiz Neto da Silva, reafirmou a confiança no Estado, parceiro na busca por competividade, logística e redução de custos operacionais.

    Operação

    A Wilport, do Grupo Wilson Sons, será a responsável pela operação e prospecção de empresas. Será a empresa que fará os investimentos necessários para reativar o terminal. Inicialmente, o Contesc será ponto de partida para transportar, pela hidrovia, grande parte das cargas de resinas da Braskem para Rio Grande, embarcadas atualmente por rodovia.

    A movimentação de contêineres será feita a partir do Píer 4 do Terminal Santa Clara, construído para este tipo de operação, mas que estava adaptado para receber etanol. A carga potencial virá de empresas localizadas em um raio de até 100 quilômetros do polo, produtoras de resinas, congelados, fumo, celulose, aço, móveis e cavaco de madeira.

    A operação iniciará com a embarcação Guaíba, da Navegação Guarita, com capacidade para 300 TEUS. Serão duas viagens (ida e volta) semanais. Como o calado do Rio Jacuí não permite o acesso de navios de grande porte, os terminais Santa Clara e Rio Grande operam de forma integrada. Os carregamentos são feitos em embarcações menores no Contesc e enviados para Rio Grande onde a carga passa para navios de longo curso e cabotagem.

    O diretor presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti,  afirmou que o projeto é estratégico para o Rio Grande do Sul. “Traz melhoria na logística com redução de custos, eliminação de riscos de acidentes e avarias, e diminuição de emissão de gases”, disse. Com a retomada da operação do Contesc, o Tecon Rio Grande será o único terminal de contêineres do país a ser acessado pelos três modais: hidroviário, rodoviário e ferroviário.




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