TESTES OPERACIONAIS NO PORTO DE PELOTAS COMEÇARAM NA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA

    obras-finais-porto-pelotas_credito_-nauro-junior_00007_ok

    Projeto cria cerca de 800 empregos diretos e 2 mil indiretos, além da injeção mensal de R$ 4,5 milhões na economia local

    A revitalização da orla portuária está em fase final de estruturação, começou na segunda-feira 03/10 os testes para validação, capacitação e treinamento para plena segurança operacional do projeto no Terminal de Toras do Porto Público de Pelotas. “A obra física está em fase final de adequações e melhorias e já recebeu os equipamentos que serão usados na operação, agora estamos dando início aos testes operacionais com total foco na segurança”, destaca o diretor presidente da Sagres Agenciamentos Marítimos, Marcos Fonseca.

    A contratação de mão-de-obra local é uma das premissas do projeto de fomento à hidrovia. “A previsão é de que o projeto como um todo seja responsável pela criação de cerca de 800 empregos diretos e 2 mil indiretos, incluindo toda a cadeia logística envolvida  – colheita, estradas, carregamento, pátio, transporte, silvicultura e Porto”, destaca o diretor de projetos da Celulose Riograndense, Otemar Alencastro Santos. Além da prioridade pelas contratações locais, as empresas estarão inserindo mensalmente um valor estimado de R$ 4,5 milhões na economia local, nas operações de colheita e silvicultura. Dentro destas operações, estão considerados salários, manutenção, insumos e capacitação de funcionários.

    LOGÍSTICA

    A logística prevista na operação tem foco no incremento da hidrovia gaúcha. A estimativa é de que 10 dias após o início dos primeiros testes, ocorra a saída da primeira barcaça do Porto de Pelotas. Cada estrutura tem capacidade para transportar de 2,4 mil toneladas de madeira, ou seja, aproximadamente 90 caminhões a menos na rodovia por viagem. A madeira proveniente de 14 municípios da região sul estará sendo escoada pelo Porto de Pelotas em direção à Guaíba (a 231 quilômetros por estrada), onde fica a fábrica da Celulose Riograndense. Lá a madeira é transformada em celulose e levada ao Porto de Rio Grande, novamente pela hidrovia, onde ocorre o armazenamento, a estufagem de contêineres e o carregamento de navios para exportação.

    A área do Terminal de Toras ocupa um espaço de 23.510m² dedicados à operação. A capacidade de armazenagem estimada é de 14.000m³ , o que corresponde a aproximadamente 12.000 toneladas de madeira. O investimento para estas benfeitorias e modernização da estrutura portuária somam R$ 35 milhões entre aporte da Celulose Riograndense e Sagres.

    CAPACITAÇÃO

    A capacitação dessa mão de obra é outro benefício do projeto, não só econômico como social. Todos colaboradores serão desenvolvidos a fim de operarem dentro das normas de qualidade e segurança. Isto vale tanto para os colaboradores diretos como para os indiretos. A psicóloga, Nitza Nicolaides Gonçalves, responsável pelo recrutamento de trabalhadores pela Sagres, conta que além da qualificação adequada ao cargo, o critério de valorização dos moradores da região foi atendido. Foram oferecidas 70 vagas pelas Sagres, com 13 funções diferentes. Até o dia 12 de setembro centenas de currículos foram cadastrados, além de realizadas 550 entrevistas. Mesmo com as vagas preenchidas, a psicóloga informa que todos que procuraram a Sagres estão cadastrados no banco de currículos e farão parte da próxima seleção. “Temos certeza de que novas oportunidades serão apresentadas com o desenvolvimento das operações”, finaliza.

     




    Comentários