USINA DE CANDIOTA DESATIVA FASE B

    A Fase B da usina de Candiota, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, foi desativada à 0h da quarta-feira 28 de fevereiro, após a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTT) descumprir um acordo firmado com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão ambiental considera defasado o maquinário da estatal, e diz que o funcionamento oferece riscos ao meio ambiente.
    O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que determina a suspensão das atividades foi firmado em 2011. O Ibama deu um prazo de cinco anos para a CGTT fazer adequações e reduzir a emissão de poluentes, o que não aconteceu.
    A Fase B é uma das principais geradoras de energia do complexo termelétrico, com capacidade instalada de 320 megawatts. A principal atividade econômica de Candiota é a extração do carvão mineral, que abastece as usinas.
    A prefeitura informou que, com o desligamento, o município deixará de arrecadar R$ 12 milhões por ano. O prefeito Adriano dos Santos diz que, nos próximos dias, solicitará ao Ministério de Minas e Energia a reversão da medida. Moradores também se preocupam com os impactos na economia. “Ela recebe trabalhadores de várias regiões, então é um colapso regional”, diz o professor José Antônio Machado.
    O mecânico Osório Alves Branco acredita que o fechamento causará impacto em trabalhadores de todas as áreas. “Vai atingir todo mundo, comércio, eu mesmo aqui, posto…”
    O Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul) questiona a falta de um aviso formal do desligamento. “Não fomos comunicados oficialmente”, protesta o diretor estadual da entidade, Darlan da Silva Oliveira. “Até onde sabemos, os funcionários foram comunicados pela intranet, muita conversa de corredor. Segundo a diretoria, eles estão realocando os funcionários”, acrescentou.
    Por meio de nota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) diz que a Fase B permanecerá em estado de conservação, em condições de retorno de operação, em atendimento das necessidades elétricas, condicionada à autorização do Ibama.




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