APROVADA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE IMPLANTAÇÃO DA TERMELÉTRICA RIO GRANDE

    Na tarde da última quarta-feira, 29, foi aprovado o Processo 148/2017 – Requerimento 23/2017, de autoria do vereador Jair Rizzo (PSB), da CÂMARA MUNICIPAL DE RIO GRANDE, o qual solicita que seja realizada audiência pública com o objetivo de tratar assuntos relacionados à implantação da Termelétrica Rio Grande – Grupo Bolognesi Energia S.A.

    O Grupo Bolognesi é o terceiro maior operador de térmicas do País e responsável pela construção da usina termelétrica e do terminal de regaseificação previstos para operarem em 2018. A empresa conquistou dois empreendimentos: um em Rio Grande e outro em Suape (PE). “O prazo de fornecimento de energia é de 25 anos. Período que vamos permanecer aqui, no mínimo. A disponibilidade de gás para o extremo Sul do Brasil vai permitir a ampliação da capacidade industrial.

    O ganho não é da térmica. Vemos ela como uma âncora. Vai ser a primeira operação, no Brasil, direta de GNL, da regaseificação da térmica e depois para o sistema. Vamos injetar gás na região e o gás que está lá em cima não precisa descer, e isso beneficiará o País como um todo”, declarou. O diretor de Projetos da Bolognesi, Marcus Temke, disse que o projeto prevê a construção do terminal de recebimento e regaseificação de GNL, da usina termelétrica, além do gasoduto e linha de transmissão, que terá conexão na subestação do Povo Novo. O terminal terá capacidade de 14 milhões de metros cúbicos por dia, poderá receber dois navios cargueiros/mês e ficará situado ao lado do terminal da Petrobras.

    Ele contará com um navio de estocagem e regaseificação de forma permanente. A usina terá capacidade de 1.280mw e irá se localizar no Distrito Inndustrial. O terminal representa 50% do que o Brasil importa de gás da Bolívia. O gasoduto Rio Grande­/Triunfo terá 311 km de extensão. A construção do píer durará 24 meses e terá investimento R$ 130 milhões. A Usina Termelétrica do Rio Grande será constituída de três turbinas a gás. As emissões gasosas atendem aos padrões internacionais. A construção da UTE levará 36 meses, com investimentos de R$ 2,3 bilhões.

    A linha de transmissão para conectar a usina à subestação do Povo Novo terá 37 km. O prazo de construção é de 12 meses e investimento de R$ 30 milhões. A linha de transmissão estará pronta no início de 2017. Em novembro daquele ano, chegará o navio regaseificador, enquanto a usina precisa estar pronta até 31 de março de 2018. A previsão é que o empreendimento gere, no pico das obras, 2.400 empregos diretos e 5.000 indiretos. O faturamento deverá ser de R$ 2,5 bilhões anuais. Com relação à geração de impostos, os executivos explicaram que o ICMS não é recolhido na origem e sim no consumo, mas que a geração de energia aumenta o índice de retorno do Fundo de Participação dos Municípios. A intenção é que metade da equipe da usina seja de jovens com formação técnica e também se pretende utilizar as empresas locais ou da região como fornecedoras. Até o final deste mês estará definida a construtora que atuará nas obras. A construção iniciará tão logo seja obtida a licença ambiental, prevista até maio. Impactos positivos Alguns dos impactos positivos para a cidade e região citadas pelos executivos da Bolognesi: Potencial multiplicador do terminal e atração de indústrias; Disponibilidade para utilização intensiva de gás natural como combustível. Confiabilidade e disponibilidade no suprimento de energia. Incentivo para matriz energética mais limpa. Aquecimento da economia local com aumento de arrecadação de impostos




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