PROJETO TORAS COMPLETA SEIS MESES DE OPERAÇÃO COM 70% DA META ALCANÇADA

    As operações no Terminal de Toras do Porto de Pelotas completam seis meses de atividades sem o registro de acidentes e com 70% da meta anual de movimentação alcançada. Os dados apontam 95 barcaças carregadas em Pelotas desde o início da fase de teste, em outubro do ano passado, com a redução de 50% no tempo de embarque. A meta para os próximos meses é tornar o processo ainda mais eficiente “Hoje já estamos bem próximos da produtividade almejada para o ano, com um tempo excelente no ciclo logístico”, avalia o gerente de projeto da Sagres, Bruno Carvalho. Segundo ele, a projeção até julho é de uma barcaça/dia, chegando ao final do ano com 37 barcaças/mês. “Totalizaremos assim 100 mil metros cúbicos de toras de madeira embarcadas em Pelotas com destino à Guaíba”, adianta.

    LOGÍSTICA INVERSA

    A logística inversa é uma operação moderna, que se mostra cada vez mais necessária, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da hidrovia no Rio Grande do Sul. Para a direção da Sagres é a concretização de um antigo sonho. “Além de eficiente, representa muito em termos ambientais e de segurança”, destaca o diretor presidente da empresa, Marcos Fonseca.

    Neste processo, o mesmo modal que leva o produto final, retorna para fábrica com os insumos. O ciclo começa quando a madeira proveniente de 14 municípios da região sul, chega ao Porto de Pelotas. As cargas são acomodadas em barcaças com capacidade de até 2 mil toneladas e seguem até a fábrica da Celulose Riograndense, em Guaíba. De lá, após convertida em celulose, a matéria-prima retorna para o Porto de Rio Grande para ser exportada a diversos países. “Desta forma diminui-se o impacto dos caminhões na BR 116 – hoje tão saturada, além da poluição ambiental”, resume Bruno.

    SEGURANÇA

    Para orquestrar tamanha operação, a Sagres conta com um grande efetivo entre Rio Grande, Pelotas e Guaíba. No projeto em Pelotas, são 70 colaboradores diretos, entre funções administrativas e operacionais. A BBM Logística, empresa responsável pelo transporte de toras, que soma mais 200 empregos no transporte da madeira. “A prioridade foi de contratação de pessoas do bairro, valorizando a mão-de-obra local”, observa Bruno.

    Os primeiros meses de testes para validação, capacitação e treinamento da operação foram essenciais para a qualificação das equipes. “O resultado é excelente para uma operação que era totalmente inédita, com uma equipe nova, que conquistou eficiência e produtividade sem registro de acidentes durante os processos”, resume Bruno. Em breve um sistema de gestão 100% online, com indicadores seguros e disponíveis em tempo real, será instalado no Terminal de Toras de Pelotas. O Sistema de Gestão de Frotas já opera em Guaíba e Rio Grande, garantindo o controle efetivo e eficaz dos principais itens necessários a uma boa manutenção dos equipamentos, como controle das manutenções preventivas e corretivas, controle de estoque, controle do desgaste, entre outros. “É uma excelente ferramenta de controle e segurança”, avalia.

    CENÁRIO

    Paralelamente ao processo logístico, a revitalização da orla portuária aconteceu gradativamente, mudando o cenário da região. Desde melhorias estruturais, como a drenagem das Doquinhas – pleiteada há anos pelos moradores, – até o projeto Arte no Muro, que transformou o muro acústico em uma galeria a céu aberto. São várias intervenções, que prosseguem até o final do ano, com contrapartidas positivas para comunidade do entorno.

     




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