ESPECIAL DE DOMINGO: BALANÇO DO EMPREGO FORMAL, EM ABRIL, EM PELOTAS E RIO GRANDE

    O Observatório Social do Trabalho, órgão vinculado ao Instituto de Filosofia, Sociologia e Política da UFPel, está informando que, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho (MTb), em abril de 2017, ocorreram em Pelotas, conforme a Tabela 1, 1.782 admissões e 1.711 desligamentos, o que resultou em um saldo positivo de 71 empregos formais celetistas. Observa-se, pois, uma taxa de variação de 0,11% em relação ao estoque do mês anterior. Esse desempenho foi melhor do que o de abril de 2016, quando o saldo foi negativo, -73 vínculos.

    Em Rio Grande, conforme a Tabela 2, ocorreram 1.234 admissões e 1.168 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 66 vínculos formais, o que corresponde a uma taxa de variação de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior. Desempenho melhor em relação ao mês de abril de 2016, quando o saldo foi negativo, -15 vínculos formais de emprego.

    Comparando-se a conjuntura local com a conjuntura nacional e estadual, constata-se que abril foi um mês com desempenho mais favorável, com saldos positivos no país e nos municípios de Pelotas e Rio Grande, enquanto no estado do Rio Grande do Sul o saldo foi negativo. No Rio Grande do Sul, conforme a Tabela 3, ocorreu saldo negativo de 3.044 vínculos, o que corresponde a uma taxa de variação de -0,12%.   No Brasil o saldo positivo resultou na criação de 59.856 novos vínculos formais de emprego, o que corresponde a uma variação de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior.

    O balanço do emprego formal no acumulado do ano

    O balanço do emprego formal celetista no acumulado do ano foi positivo apenas no Estado do Rio Grande do Sul, que apresentou um saldo de 21.983 vínculos formais de emprego e uma variação de 0,87%. No Brasil, o saldo é negativo, com uma perda de 933 vínculos formais de emprego, sendo a variação de 0,00%. Em Pelotas, o saldo do acumulado do ano também é negativo, com uma perda de 326 vínculos e uma taxa de variação de -0,52%. Em Rio Grande, o saldo foi de -504 vínculos e a taxa de variação de -1,21%, o desempenho mais negativo dentre as unidades geográficas analisadas.

    O balanço do emprego formal nos últimos doze meses

    O balanço do emprego formal nos últimos doze meses mostra-se bastante negativo em todos os níveis geográficos analisados, destacando-se o péssimo desempenho de Rio Grande. Em Pelotas, constata-se que houve uma perda acumulada de 1.767 empregos formais celetistas em relação ao estoque de abril de 2016, o que corresponde a uma taxa de variação de -2,75%. Em Rio Grande, a perda foi bem mais elevada, de 5.436 vínculos, correspondendo a uma taxa de variação de -11,68%.

    Esse desempenho negativo nos últimos doze meses é igualmente observado no conjunto do país e no Estado do Rio Grande do Sul. No Brasil, registram-se 969.896 empregos formais perdidos, o que corresponde a uma taxa de variação de -2,47%. No Rio Grande do Sul, foram 44.445 empregos formais celetistas perdidos, o que corresponde a uma taxa de variação de -1,71%.

    O balanço setorial do emprego em Pelotas

    No mês de abril de 2017, a indústria de transformação foi o único setor com saldo negativo (- 118 vínculos). Os setores que mais contribuíram para que o saldo do emprego fosse positivo, foram o   comércio (+69 vínculos), construção civil (+60 vínculos) e serviços (+51 vínculos). No acumulado do ano, os setores com saldos positivos foram o de serviços (+272 vínculos), da construção civil (+26 vínculos) e da agropecuária (+25 vínculos).

    No período de doze meses, o cenário é bastante negativo, com perda generalizada de empregos formais. Nesse quadro, destacam-se os desempenhos negativos da construção civil (-444 vínculos), da indústria de transformação (-437 vínculos), do comércio (-429 vínculos), e o dos serviços (-288 vínculos).

    O balanço setorial do emprego em Rio Grande

    No mês de abril, destacam-se os desempenhos negativos dos setores da agropecuária (-57 vínculos) e de serviços (-33 vínculos). A indústria de transformação apresenta saldo positivo pela terceira vez no ano, de 120 vínculos.

    No acumulado do ano, o comércio (-331 vínculos) e os serviços (-253 vínculos) destacam-se como os setores com saldos negativos mais elevados. Nos últimos doze meses, somente a indústria de transformação perdeu 4.405vínculos formais de emprego.  Dentre os demais setores que apresentaram saldos negativos, destacam-se os serviços (-573 vínculos) e o comércio (-250 vínculos).

    Nota metodológica

    Os dados do CAGED referem-se apenas aos empregos formais celetistas registrados, declarados pelos estabelecimentos ao Ministério do Trabalho (MTb), estando excluídos os empregos públicos estatutários e os empregos e ocupações informais. É importante sublinhar, ainda, que estes dados estão sujeitos a ajustes, tendo em vista as declarações realizadas fora do prazo regular.




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