ESPECIAL DE DOMINGO: BRDE FINANCIA R$ 31,5 MI PARA MINERAÇÃO DE CARVÃO EM CANDIOTA

    O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE e a Seival Sul Mineração Ltda. celebraram o contrato de financiamento, no valor de R$ 31,58 milhões, de um investimento total de R$ 86,32 milhões, para implantação da unidade de extração e beneficiamento de carvão da Mina do Seival, em Candiota, na região da Campanha gaúcha. O ato de assinatura ocorreu no Salão Alberto Pasqualini, do Palácio Piratini, e contou com as presenças do governador José Ivo Sartori, do diretor-presidente do BRDE, Odacir Klein, e do presidente da Seival Sul, Cesar Weinschenck de Faria. Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

    O Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Seival Sul Mineração assinaram contrato de financiamento no valor de R$ 31,58 milhões. A ação faz parte de um investimento total de R$ 86,32 milhões para implantar a unidade de extração e beneficiamento de carvão da Mina do Seival, em Candiota, na Região da Campanha. A assinatura teve a presença do governador José Ivo Sartori e do secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco.

    Com capacidade de produção de 2,82 milhões de toneladas por ano, a Mina do Seival criará cerca de 217 empregos diretos ao longo de 25 anos. Com o avanço da obra, a expectativa é que mais 1,8 mil empregos diretos sejam gerados. “O Estado tem que ser um facilitador para quem quer investir e auxiliar o Rio Grande do Sul a crescer. Este passo que damos hoje representa muito mais que um investimento, mas a valorização de uma riqueza, de uma matéria-prima que gera emprego e renda para inúmeras regiões”, destacou o governador.

    Fábio Branco ressaltou que os gaúchos precisam de mais iniciativas como esta. “Estamos comemorando uma grande conquista para o setor, porém, já olhamos para o futuro. Estamos desenvolvendo programas e ações para melhorar o aproveitamento do carvão, pois estes são alguns fatores que auxiliarão o Estado a voltar a crescer economicamente”, afirmou.

    Para o diretor-presidente do BRDE, Odacir klein, além de formar matéria-prima e gerar emprego, a obra vai incentivar a movimentação industrial e esquentar a economia brasileira. “Estamos estimulando a geração de energia no país. Ou seja, é um ato significativo na movimentação econômica neste momento tão difícil para o Brasil”, avaliou.

    Segundo o presidente da Seival Sul, César Weinschenck de Faria, a unidade vai aumentar a qualidade da produção de carvão. “Nosso foco é utilizá-lo da melhor maneira e isso será possível com a ampliação dos trabalhos”, explicou.

    Em relação ao minério extraído na Mina do Seival, o produto será destinado à operação da Usina Termelétrica Pampa Sul I, de propriedade da Engie Brasil Energia, que terá capacidade de 340 megawatt. A usina está classificada como tecnologia limpa do carvão por utilizar caldeira do tipo leito fluidizado circulantes, resultando em menores emissões de poluentes. O início da operação comercial está previsto para janeiro de 2019.

    Setor carvoeiro

    As termelétricas fornecem segurança e estabilidade ao sistema elétrico nacional, pois independem de condições climáticas para gerar energia. Das opções de insumos existentes, o carvão é o de menor custo e o de maior abundância. Atualmente, o Rio Grande do Sul possui cerca de 90% das reservas de carvão do Brasil. Em Candiota, se encontra a maior jazida do país, que corresponde a 38% das reservas nacionais.

    A Seival Sul é da Copelmi Mineração, maior mineradora privada de carvão no Brasil, responsável por 80% do mercado industrial e 18% do mercado total. A companhia explora minas em Charqueadas, Minas do Leão, Butiá, Cachoeira do Sul, Arroio dos Ratos e Candiota. A Copelmi possui sistema de gestão ambiental certificado pela ISO 14001, norma que auxilia empresas a identificar, priorizar e gerenciar seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais.




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