COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 22/08/2017

    CAMINHOS DA ZONA SUL

     www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

    Reconhecimento – A Inove Energias Renováveis, empresa sediada em Rio Grande, consolidou iniciativas que são referência em eficiência energética, como o da primeira vinícola da América Latina 100% com energia limpa. O projeto de energia solar fotovoltaica desenvolvido para a empresa Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito (RS), recebeu o Selo Solar, sendo a primeira vinícola do Brasil a obter a certificação. A entrega foi feita no último dia 15 pelo diretor da Inove, Alex Chagas, ao proprietário da Guatambú, Valter Potter, durante o I Fórum de Geração Distribuída de Energia com Fontes Renováveis no RS, que ocorreu na sede da FIERGS, em Porto Alegre. O investimento de R$ 1,5 milhão tem previsão de retorno em oito anos. Ganhos ambientais e econômicos fazem das energias renováveis um segmento crescente no mercado. A Inove está há sete anos no mercado e consolidou iniciativas que são referência em eficiência energética. Utilizando energia limpa, fornece e executa projetos completos de sistemas de energia solar fotovoltaica conectada a rede – autônomos e de backup, sistemas de aproveitamento de água da chuva e sistemas de aquecimento solar. A empresa está instalada em Rio Grande e em breve inaugura uma loja Conceito em Pelotas, para ampliar ainda mais o atendimento às demandas crescentes de mercado.

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    Caldeira – Em entrevista ao Programa Treze Horas, da Rádio Universidade e a esta coluna, o CEO da CMPC Celulose Riograndense, Wálter Lídio Nunes explicou sobre a ampliação do prazo até o dia 11 de novembro da interrupção na produção da Linha 2 da fábrica localizada em Guaíba. Segundo Lídio a paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras. Como efeito direto da paralisação, cerca de 400 mil toneladas de celulose deixarão de ser produzidas, resultando em um impacto financeiro de 200 milhões de dólares, que será coberto pelo seguro contratado pela empresa. As operações em Pelotas não serão comprometidas.

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    Na entrevista à R.U. e a Caminhos da Zona Sul, Wálter Lídio explicou que em fevereiro, os danos na caldeira resultaram em suspensão das operações por 38 dias. Em comunicado, a CMPC Celulose Riograndense informou que, durante a parada geral de manutenção realizada no mês de julho, foram executadas inspeções adicionais em vários pontos da caldeira de recuperação da Linha 2. Em função do resultado da inspeção adicional, a empresa tinha duas opções, uma era a de operar de forma reduzida, e outra, era a de efetuar um plano de troca de partes de tubos da caldeira para retomar a capacidade nominal ou até superá-la.

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    O dirigente da empresa informou ainda que as operações referentes ao Porto de Pelotas (embarque e desembarque de toras) continuarão sem afetar contratos e trabalhadores. Durante o período em que a Linha 2 ficará parada, as demais operações industriais da unidade – a Linha 1 que tem capacidade produtiva de 450 mil toneladas por ano, as plantas químicas e a fábrica de papel que produz 60 mil toneladas por ano – permanecerão operando nas suas capacidades nominais. “A empresa informa que manterá suas atividades nas diversas áreas conservando os seus contratos com fornecedores vigentes, apenas ajustando o planejamento das atividades, o que não impactará em demissões ou redução do quadro de pessoal próprio ou de terceiros”, diz a nota oficial emitida pela direção da CMPC Riograndense.

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    Reforma tributária “A recuperação da economia brasileira depende desta reforma, é um caminho inevitável”! A afirmação é da deputada federal Yeda Crusius-PSDB, ex-governadora do RS e ex-ministra do Planejamento e que esteve presidindo a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, durante o debate sobre a Reforma Tributária, na tarde da última terça-feira (15). O relator da Comissão Especial para análise, estudo e formulação de proposições relacionadas à Reforma Tributária (CETRIBUT), deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apresentou os principais pontos da proposta durante audiência pública. De acordo com o parlamentar, a reforma visa simplificar, desburocratizar e tornar mais justo o sistema tributário brasileiro, acabando com os principais males atuais, como regressividade (os mais pobres têm uma carga superior aos mais ricos), complexidade, burocracia e excesso de renúncias fiscais. Durante o debate na comissão, Yeda Crusius demonstrou o seu total apoio a reforma, destacando através de um questionamento a sua preocupação em relação aos benefícios que algumas mudanças legislativas poderão gerar aos consumidores.

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    Até a próxima!




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